Preço Mediano de Imóveis por Concelho em Portugal (2026) — Dados de 350.000+ Anúncios
Quanto custa um T3 em cada concelho de Portugal? Analisámos mais de 350.000+ anúncios ativos para revelar os preços medianos por zona e tipologia.
Quanto custa realmente comprar casa em Portugal?
É a pergunta que todo o agente imobiliário ouve — e que todo o comprador faz. Mas a resposta depende enormemente da zona, da tipologia e do momento.
Para dar uma resposta baseada em dados reais, analisámos mais de 350.000+ anúncios ativos nos principais portais imobiliários portugueses.
O resultado é um mapa completo dos preços medianos de imóveis por concelho e tipologia — uma ferramenta que qualquer profissional do setor pode usar para fundamentar análises de mercado, preparar ACMs (Análises Comparativas de Mercado) e aconselhar clientes com dados concretos.
Os valores abaixo foram atualizados em 20 de julho de 2026 a partir de 307 concelhos com amostra suficiente na tipologia T3.
Os 10 concelhos mais caros de Portugal (T3)
Para o ranking nacional considerámos apenas concelhos com 200 ou mais anúncios ativos — filtro essencial para eliminar pequenos mercados onde meia dúzia de imóveis de luxo distorcem a mediana. O resultado são os dez concelhos com mercados profundos e preços medianos mais elevados:
- Cascais (Lisboa) — 995 000 € (3 120 anúncios)
- Calheta (Madeira) — 960 000 € (321 anúncios)
- Grândola (Setúbal) — 937 500 € (508 anúncios)
- Loulé (Faro) — 780 000 € (3 212 anúncios)
- Funchal (Madeira) — 750 000 € (1 251 anúncios)
- Oeiras (Lisboa) — 720 000 € (1 584 anúncios)
- Lisboa (Lisboa) — 690 000 € (9 189 anúncios)
- Alcácer do Sal (Setúbal) — 688 000 € (279 anúncios)
- Lagos (Faro) — 665 000 € (1 121 anúncios)
- Albufeira (Faro) — 660 000 € (1 149 anúncios)
Sem surpresas: as áreas metropolitanas de Lisboa (Cascais, Lisboa, Oeiras) e Porto (Porto, Matosinhos) dominam, juntamente com o Funchal e quatro concelhos do Algarve (Loulé, Lagos, Faro, Albufeira).
Estes valores refletem preços de oferta (asking prices) — o preço pedido pelo vendedor, não o preço final de transação.
Mercados de nicho: concelhos pequenos com preços surpreendentes
Existem concelhos fora das áreas metropolitanas e com volumes de oferta menores (50 a 199 anúncios) mas com preços medianos comparáveis aos dos maiores concelhos urbanos. Não entram no ranking nacional porque a amostra é mais pequena, mas são mercados muito reais — Madeira, Algarve premium, enclaves alentejanos — e interessantes para quem procura posicionamento exclusivo:
- Porto Santo (Madeira) — 650 000 € (96 anúncios)
- Lagoa (Açores) — 622 500 € (86 anúncios)
- Aljezur (Faro) — 597 000 € (165 anúncios)
- Oleiros (Castelo Branco) — 549 950 € (188 anúncios)
- Ponta do Sol (Madeira) — 517 500 € (72 anúncios)
- Machico (Madeira) — 510 000 € (75 anúncios)
Estes valores devem ser lidos com a amostra em mente: uma mediana de 1.100.000 € num concelho com 152 anúncios é mais volátil do que a mesma mediana calculada sobre 800 anúncios. Ainda assim, a ordem de grandeza é informativa para análise de mercado local.
Os 10 concelhos T3 mais acessíveis
No extremo oposto, concelhos do interior norte e centro oferecem preços significativamente mais baixos. Lista filtrada para concelhos com pelo menos 30 anúncios ativos:
- Torre de Moncorvo (Bragança) — 49 000 € (50 anúncios)
- Mogadouro (Bragança) — 52 500 € (36 anúncios)
- Penamacor (Castelo Branco) — 53 500 € (64 anúncios)
- Gouveia (Guarda) — 55 000 € (91 anúncios)
- Figueira de Castelo Rodrigo (Guarda) — 56 200 € (36 anúncios)
- Pinhel (Guarda) — 58 250 € (50 anúncios)
- Nisa (Portalegre) — 60 000 € (90 anúncios)
- Pampilhosa da Serra (Coimbra) — 63 950 € (56 anúncios)
- Trancoso (Guarda) — 65 000 € (37 anúncios)
- Proença-a-Nova (Castelo Branco) — 66 000 € (57 anúncios)
A diferença entre o concelho mais caro e o mais barato ultrapassa dez vezes o valor — um dado útil para agentes que trabalham com clientes dispostos a mudar de região.
Lisboa vs. Porto: como se comparam?
A diferença entre Lisboa e Porto continua significativa, embora o Porto tenha registado uma valorização forte nos últimos anos. Comparação de preços medianos ao nível do distrito:
- T3: Lisboa 565 000 € · Porto 410 000 € — diferença de 38%
- T2: Lisboa 415 000 € · Porto 319 000 € — diferença de 30%
- T1: Lisboa 360 000 € · Porto 265 000 € — diferença de 36%
Esta análise é particularmente útil para agentes que trabalham com clientes que consideram mudar de cidade — os dados permitem comparações objetivas e baseadas em amostras reais.
Tipologias em destaque
T1 — O investimento para arrendamento
Os T1 são a tipologia preferida de investidores focados em arrendamento. Os preços medianos variam enormemente entre Lisboa (onde um T1 central pode ultrapassar valores muito acima do resto do país) e o interior (onde é possível encontrar T1 por uma fração desse valor).
T2 — A escolha de casais e jovens famílias
O T2 é a tipologia com maior volume de oferta na maioria dos concelhos urbanos. É também onde a diferença entre "novo" e "usado" é mais pronunciada.
T3 — O padrão familiar
O T3 continua a ser a tipologia de referência para famílias. É a melhor base para comparações de mercado porque tem volume suficiente em quase todos os concelhos.
Moradia — O sonho português
As moradias apresentam a maior dispersão de preços — desde recuperações no interior até propriedades premium no Algarve e Cascais que ultrapassam o milhão.
Como usar estes dados na prática
Para agentes imobiliários
- ACM (Análise Comparativa de Mercado): Use o preço mediano como ponto de partida para avaliar imóveis. O P25-P75 (intervalo interquartil) dá a faixa realista de preços.
- Prospeção: Identifique concelhos onde o preço mediano está abaixo da média distrital — podem ser zonas em crescimento.
- Argumentação com clientes: Dados concretos de 350.000+ anúncios são mais convincentes do que estimativas subjetivas.
Para compradores
- Expectativas realistas: O preço mediano mostra o valor de mercado real, não valores inflacionados.
- Comparação entre zonas: Use a ferramenta para comparar concelhos vizinhos e encontrar melhor relação qualidade-preço.
Explore os dados interativamente
Todos os dados desta análise estão disponíveis na nossa ferramenta interativa de preço mediano. Pode filtrar por distrito, concelho, freguesia e tipologia, e ver a distribuição completa de preços (mediana, média, percentis, mínimo e máximo).
A ferramenta é gratuita e sem registo — basta selecionar a zona que lhe interessa.
Perguntas frequentes
Qual é o preço mediano de um T3 em Lisboa?
O preço mediano de um T3 no distrito de Lisboa é de 565 000 € (dados atualizados a 20 de julho de 2026). Este valor varia significativamente por concelho e freguesia — consulte a ferramenta interativa de preço mediano do ImoViz para a decomposição completa.
Como é calculado o preço mediano?
O preço mediano é o valor que divide a amostra ao meio — 50% dos anúncios têm preço inferior e 50% têm preço superior. Ao contrário da média, a mediana não é distorcida por valores extremos, o que a torna uma medida mais fiável do preço típico de mercado.
De onde vêm os dados do ImoViz?
Os dados provêm de 9 fontes do mercado imobiliário português, analisadas diariamente. O total de anúncios ativos ultrapassa os 350.000+.
O preço mediano é o mesmo que o preço de venda?
Não. Os valores apresentados são preços de oferta (asking prices) — o preço pedido pelo vendedor no anúncio. O preço final de venda pode ser inferior (após negociação) ou, em mercados muito competitivos, até superior.
Com que frequência são atualizados os dados?
Os dados são atualizados diariamente. A cada dia, novos anúncios são adicionados e anúncios removidos são desativados na base de dados, mantendo os valores sempre atuais.
Metodologia
- Fonte: ImoViz Property Database (imoviz.pt)
- Imóveis analisados: 350.000+ anúncios ativos
- Fontes: 9 portais imobiliários portugueses
- Tipologias: T0, T1, T2, T3, T4, T5+, Moradia
- Mínimo por zona: 5 anúncios (zonas com menos de 5 anúncios não são incluídas)
- Deduplicação: Anúncios publicados em várias fontes são contados uma única vez
- Tipo de preço: Preços de oferta (asking prices), não preços de transação
- Atualização: Diária
- Última atualização dos dados neste artigo: 20 de julho de 2026
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